Home Data de criação : 10/02/06 Última atualização : 11/10/17 15:21 / 54 Artigos publicados

Tudo oque um coroinha deve saber  escrito em domingo 14 fevereiro 2010 22:42

Oferecimento

 Ofereço estas linhas a todos aqueles que me ajudaram no serviço ao altar e que estiveram comigo durante a minha caminhada.
 Ofereço em especial ao Frei Petrônio pela oportunidade que me deu para ser coroinha e ao Frei Donizetti que sempre me ajudou e colaborou com meu crescimento.
 Ofereço também a Uilliam Silva um grande amigo que esteve comigo nos momentos de serviço a Deus! Peço a Deus que o abençoe na linda caminhada que faz com crianças e jovens, preparando-os e auxiliando-os no serviço como sacristãos.
 Ofereço a todos os coroinhas e acólitos que estiveram comigo, que serviram juntamente comigo e aqueles em que eu pude ajudar.


Vitória Lopes (Mexicana)   








Sumário:

O que um Sacristão faz  .................................................6
O que é liturgia  .............................................................7
O culto  ..........................................................................7
 Sinais liturgicos  ............................................................8
Sinais do coroinha ........................................................11
Ano litúrgico .................................................................12
Paramentos litúrgicos ..................................................15
Cores litúrgicas .............................................................16
Livros litúrgicos .............................................................17
Símbolos litúrgicos ........................................................18
Símbolos litúrgicos ligados a natureza ..........................18
Sacramentos ..................................................................20
Um pouco mais que o coroinha deve saber....................21
Oração do coroinha .......................................................23
Os 10 mandamentos do coroinha .................................24
João Paulo II e os coroinhas ..........................................24








O que um Sacristão faz

 Um Sacristão presta serviço a igreja, ao sacerdote e antes de tudo, a Deus. Ele não ajuda apenas nas missas mas também nas diversas celebrações da Igreja , em toda sua liturgia.
 Um Sacristão pode ser menino ou menina, mas em algumas paróquias só permitem que meninos sirvam ao altar.
 Na maioria das Igrejas, o Sacristão tem uma vestimenta apropriada para o serviço.
 Neste livro vamos explicar o que um sacristão necessita para seu serviço. Podemos adiantar que para um Sacristão é necessário conhecer sobre liturgia.
 E aqui explicaremos passo a passo o que você precisa saber.







O que é liturgia?

 No Antigo Testamento, a palavra liturgia era usada para designar o culto prestado a Deus pelos Judeus. Porém os primeiros cristãos não tinham o hábito de usar esta palavra, para que não fossem confundidos com os Hebreus, mas depois esta palavra se tornou comum, e hoje ela é usada para designar o culto prestado a Deus pela Igreja de Jesus Cristo.
 Agora que você já sabe o que significa liturgia, deve saber que um coroinha (sacristão) participa da liturgia, no caso participa de um culto.
O Culto
ou missa
 A Missa é onde ocorre a Paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas incruenta, ou seja, de forma que Jesus não sente dor. È a Atualização da Paixão.
 Por ser o mesmo Sacrifício da Cruz as pessoas recebem os mesmos frutos e graças que recebemos na Cruz de há 2000 anos atrás.
 Todas as Religiões prestam seus cultos, cada religião tem uma forma de adorar a Deus.
 Para nós, a liturgia é uma forma de glorificar a Deus e seu filho, Jesus Cristo, por meio das celebrações e orações que fazemos na igreja.



Sinais Liturgicos

 Os sinais são vários objetos que você pode ver durante a missa; são também lugares e atitudes próprios daquela celebração.
 Vamos aqui citar alguns objetos que serão utilizados na liturgia.
ALFAIAS: Designam todos os objetos utilizados no culto, como por exemplo, os paramentos litúrgicos.
ALIANÇA: Anel utilizado pelos noivos para significar seu compromisso de amor selado no matrimônio.
ALTAR: Mesa onde se realiza a ceia Eucarística; ela representa o próprio Jesus na Liturgia.
AMBÃO: Estante onde é proclamada a palavra de Deus.
ANDOR: Suporte de madeira, enfeitado com flores. Utilizados para levar os santos nas procissões.
ASPERGES: Utilizado para aspergir o povo com água-benta. Também conhecido pelos nomes de aspergil ou aspersório.
BACIA: Usada como jarro para as purificações litúrgicas.
BÁCULO: Bastão utilizado pelos bispos. Significa que ele está em lugar do Cristo Pastor.
BATISTÉRIO: O mesmo que pia batismal. É onde acontecem os batizados.
BURSA: Bolsa quadrangular para colocar o corporal.
CALDEIRINHA: Vasilha de água-benta.
CÁLICE: Taça onde se coloca o vinho que vai ser consagrado.
CAMPAINHA: Sininhos tocados pelo acólito no momento da consagração.
CASTIÇAIS: Suportes para as velas.
CADEIRA DO CELEBRANTE: Cadeira no centro do presbitério que manifesta a função de presidir o culto.

CÍRIO PASCAL: Uma vela grande onde se pode ler ALFA e ÔMEGA (Cristo: começo e fim) e o ano em curso. tem grãos de incenso que representam as cinco chagas de Cristo. Usado na Vigília Pascal, durante o Tempo Pascal, e durante o ano nos batizados. Simboliza o Cristo, luz do mundo.
COLHERINHA: Usada para colocar a gota de água no vinho e para colocar o incenso no turíbulo.
CONOPEU: Cortina colocada na frente do sacrário.
CORPORAL: Pano quadrangular de linho com uma cruz no centro; sobre ele é colocado o cálice, a patena e a âmbula para a consagração.
CREDÊNCIA: Mesinha ao lado do altar, utilizada para colocar os objetos do culto.
CRUCIFIXO: Fica sobre o altar ou acima dele, lembra a Ceia do Senhor é inseparável do seu Sacrifício Redentor.
CRUZ PROCESSIONAL: Cruz com um cabo maior utilizada nas procissões.
CRUZ PEITORAL: Crucifixo dos bispos.
ESCULTURAS: Existem nas Igrejas desde os primeiros séculos. Sua única finalidade litúrgica é ajudar a mergulhar nos mistérios da vida de Cristo. O mesmo se pode dizer com relação às pinturas.
GALHETAS: Recipientes onde se coloca a água e o vinho para serem usados na Celebração Eucarística.
GENUFLEXÓRIO: Faz parte dos bancos da Igreja. Sua única finalidade é ajudar o povo na hora de ajoelhar-se.
HÓSTIA: Pão Eucarístico. A palavra significa "vítima que será" sacrificada.
HÓSTIA GRANDE: É utilizada pelo celebrante. É maior apenas por uma questão de prática. Para que todos possam vê-la na hora da elevação, após a consagração.
INCENSO: Resina de aroma suave. Produz uma fumaça que sobe aos céus, simbolizando as nossas preces e orações à Deus.
JARRO: Usado durante a purificação.
LAMPARINA: É a lâmpada do Santíssimo.
LAVATÓRIO: Pia da Sacristia. Nela há toalha e sabonete para que o sacerdote possa lavar as mãos antes e depois da celebração.

LECIONÁRIOS: Livros que contém as leituras da Missa.
LIVROS LITÚRGICOS: Todos os livros que auxiliam na liturgia: lecionário, missal, rituais, pontifical, gradual, antifonal.
LUNETA: Objeto em forma de meia-lua utilizado para fixar a hóstia grande dentro do ostensório.
MANUSTÉRGIO: Toalha usada para purificar as mãos antes, durante e depois do ato litúrgico.
MATRACA: Instrumento do madeira que produz um barulho surdo. Substitui os sinos durante a semana santa.
MISSAL: Livro que contém o ritual da missa, menos as leituras.
NAVETA: Objeto utilizado para se colocar o incenso, antes de queimá-lo no turíbulo.
OSTENSÓRIO ou CUSTÓDIA: Objeto utilizado para expor o Santíssimo, ou para levá-lo em procissão.
PALA: Cobertura quadrangular para o cálice.
PATENA: Prato onde são colocadas as hóstias para a consagração.
PISCINA: antigo nome da pia da sacristia.
PÍXIDE: O mesmo que ÂMBULA.
PRATINHO: Recipiente que sustenta as galhetas.
PURIFICATÓRIO: O mesmo que sanguinho.
RELICÁRIO: Onde são guardados as relíquias dos santos.
SACRÁRIO: Caixa onde é guardada a Eucaristia após a celebração. Também é conhecida como TABERNÁCULO.
SANGUÍNEO: Pequeno pano utilizado para o celebrante enxugar a boca, os dedos e o interior do cálice, após a consagração.
SANTA RESERVA: Eucaristia guardada no SACRÁRIO.
TABERNÁCULO: O mesmo que SACRÁRIO.
TECA: Pequeno recipiente onde se leva a comunhão para pessoas impossibilitadas de ir à Missa.
10
TURÍBULO: Recipiente de metal usado para queimar o incenso.
VÉU DO CÁLICE: Pano utilizado para cobrir o cálice.
VÉU DO CIBÓRIO: Capinha de seda branca que cobre a âmbula. É sinal de respeito para com a Eucaristia.

Sinais do coroinha
 Os sinais de um coroinha são gestos muito importantes, pois é através deles que interagimos com Deus. É necessário que estes gestos sejam feitos com respeito e fé.
Sinal da cruz
Pelo Sinal da Santa Cruz
(Sinal da Cruz na boca) Livrai-nos Deus Nosso Senhor
(Sinal da cruz no Peito) dos nossos inimigos
(Sinal da Cruz) Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém.
 Genuflexão
A genuflexão, que se faz dobrando o joelho direito até ao solo, significa adoração; é por isso reservada ao Santíssimo Sacramento e à santa Cruz desde a solene adoração na Ação litúrgica da Sexta-Feira da Paixão do Senhor, até ao início da Vigília pascal.
A inclinação significa a reverência e a honra que se presta às próprias pessoas ou aos seus símbolos. As inclinações são de duas espécies: inclinação de cabeça e inclinação do corpo.

a) A inclinação de cabeça faz-se ao nomear as três Pessoas divinas conjuntamente, ao nome de Jesus, da Virgem Santa Maria e do Santo em cuja honra é celebrada a Missa.


b) A inclinação do corpo, ou inclinação profunda, faz-se: ao altar; às orações Purificai o meu coração (Munda cor meum) e De coração humilhado (In spíritu humilitátis); no Símbolo às palavras E encarnou pelo Espírito Santo (Et incarnátus est); no Cânone Romano às palavras Humildemente Vos suplicamos (Supplices te rogamus). Também o diácono faz inclinação profunda ao pedir a bênção, antes da proclamação do Evangelho. Além disso, o sacerdote faz uma pequena inclinação enquanto diz as palavras do Senhor, na consagração.
Reverência
é um sinal de respeito ás coisas sagradas; faz-se dobrando a cabeça e os ombros diante da cruz e da imagem dos santos; reverência pode ser sinônimo de mesura, cumprimento, tratamento especial dado a membros do clero, ou respeito pelas coisas consideradas sagradas.

Objetos – os objetos litúrgicos (cálice, patena, galhetas, batina) são sagrados; devem, pois, ser usados com cuidado durante as cerimônias.

O Ano Litúrgico
A nossa igreja segue um ritmo anual, durante o qual todo o mistério da vida de Jesus e de nossa Redenção aparece diante de nós, em cada missa, em cada festa, nos preparando espiritualmente com textos retirados da Bíblia.
O ano litúrgico pode ser dividido em sete partes
Advento: significa preparação, neste caso preparação para a vinda/nascimento de Jesus Cristo (Natal). Ele inicia o ano litúrgico, tem  duração de quatro semanas e sua cor litúrgica é o roxo;
Natal: significa nascimento (de Jesus Cristo), ele pode ser

subdividido em três tempos:
Tempo do Advento : preparação do Natal;
Tempo do Natal : celebração do Natal : festa do Natal e da Epifania : cor branca;
Tempo depois da Epifania: prolongamento: de 3 a 6 semanas antes da Septuagésima: cor verde
Quaresma: é um tempo de renovação do espírito, tempo de arrependimento. Durante este período de quarenta dias, a igreja promove a Campanha da Fraternidade - CF, que todo ano aborda um novo tema. Com o Domingo de Ramos damos inicio a Semana Santa; sua cor é roxa;
Tríduo Pascal: três dias da Páscoa - são os três dias considerados os mais importantes de todo o ano litúrgico. Ele tem inicio na Quinta-feira Santa e termina no Sábado Santo (Sábado de Aleluia), com a Vigília Pascal;
Quinta-feira Santa – recordamos a última ceio que Jesus realizou com seus discípulos, no qual instituiu a Eucaristia. Lembramos também que foi na última ceia que ele lavou os pés dos discípulos (Missa de lava-pés) como um gesto de humildade; sua cor é branca;
Sexta-feira Santa – neste dia lembramos a morte dolorosa de Jesus, feita para remir nossos pecados.Também conhecido como Sexta – feira da Paixão. Sua celebração é feita pela tarde pois foi em média das 15 horas que o Senhor morreu. Não há missas. A cor do dia é vermelho;
Sábado Santo – é um dia de reflexão, pois lembramos o dia em que Jesus estava no sepulcro. No sábado de Aleluia é aceso o Círio Pascal, que representa a luz que é Jesus em nossas vidas. Quando aceitamos está luz estamos aceitando ao Nosso Senhor Jesus. Nós aceitamos está luz durante nossa vida, e em especial em nosso batismo e em nossa confirmação (Crisma). Sua cor é branca e a cerimônia da Vigília divide-se em quatro partes:
Liturgia da Luz

Liturgia da Palavra
Liturgia Batismal
Liturgia Eucarística
Páscoa: significa passagem. Lembramos do dia em que O Cristo ressuscitou, e como Ele devemos também ressuscitar para a vida, para o amor, para a paz...sua cor é branca. A Páscoa se estende por oito dias (a oitava da Páscoa), e continua por mais seis domingos. Tem fim com duas solenidades muito importantes a festa de Ascensão do Senhor ao céus (Festa de comemoração pela subida gloriosa e triunfante de Jesus aos céus) e a festa de Pentecoste (que lembra a decida do Espírito Santo em forma de línguas de fogo sobre os apóstolos – início da Igreja;
Tempo Comum: é quase o ano todo, são 34 domingos. Ele nos mostra a vida de Jesus, como ensinamentos, milagres, orações. Sua cor é verde. Divide-se em duas partes:
Primeira parte: tem de seis a nove domingos, que inicia depois do tempo do Natal e termina na Quaresma;
Segunda parte: começa depois do Tempo Pascal e tem fim até novembro (até a Festa de Cristo Rei).
Solenidades e Festas, festas, memória: estes itens não são tempos litúrgicos, porém a Igreja também tem dias em que homenageamos a Maria (mãe de Jesus), a santos (pessoas que dedicaram toda sua vida a Deus), mártires(pessoas que morreram em defesa de sua fé). Estes dia estão dentro do Ano Litúrgico mas não são tempos. Usamos este dia para agradecer a Deus pela vida destas pessoas, que hoje também servem como exemplo para nós.




Paramentos Litúrgicos

 O sacerdote e o coroinha como já dissemos no início deste livro, vestem-se com roupas apropriadas para o ato litúrgico.
 Aqui você aprendera sobre estes paramentos.
Alva ou Túnica: Geralmente de cor branca, é a veste dos acólitos e ministros eclesiásticos para as celebrações litúrgicas.
Amito: Pano branco que envolve o pescoço do celebrante (veste-se antes da túnica ou da alva).
Batina: Durante muito tempo foi a roupa oficial dos sacerdotes.
Capa Pluvial ou de Asperges (MAGNA): Usada pelo sacerdote sobre os ombros durante as procissões, no casamento, batismo e bênção do Santíssimo.
Capinha: Utilizada pelas senhoras que exercem o ministério extraordinário da comunhão.
Casula: Traje usado (sobre a túnica e a estola) pelo sacerdote durante as ações sagradas, geralmente nas Missas, Domingos, solenidades e festas.
Cíngulo: Cordão utilizado na cintura.
Dalmática: É uma roupa que o diácono usa sobre a alva e a estola. É a veste litúrgica superior do diácono.
Estola: Caracteriza os ministros ordenados. Os diáconos usam no ombro esquerdo, como faixa transversal e pendente sobre os ombros pelos presbíteros e bispos.
Mitra: Uma espécie de chapéu alto e pontudo usado pelos bispos (símbolo do poder espiritual).
Opa: Roupa usada pelos ministros extraordinários da Eucaristia.
Pluvial: Antiga capa de chuva usada pelos sacerdotes durante

a procissão.

Sobrepeliz: Veste branca usada sobre a batina, para substituir a alva (usada em procissões e na celebração de alguns sacramentos, como a confissão).
Solidéu: Um pequeno barrete em forma de calota, usada pelos bispos sobre a cabeça.
Véu Umeral ou Véu de Ombros: Usado pelo sacerdote ou diácono na bênção do Santíssimo e nas procissões para levar o ostensório.

Cores Litúrgicas

 Na liturgia as cores são muito importantes, pois elas nos ajudam a identificar o momento a ser celebrado. Elas variam de acordo com o tempo e solenidade.
Branco: simboliza alegria, pureza, ressurreição e vitória. É usado na Páscoa, no Natal, Festas do Senhor e de Nossa Senhora e dos Santos menos os Sabtos Mártires;
Vermelho: Lembra o sangue, o martírio, o Espírito Santo. É usado na Festa de Pentecostes, na Sexta-feira Santa (Sexta-feira da Paixão), e nas Festas em que lembramos Mártires, também usamos no Domingo de Ramos;
Verde: é a cor da esperança, usa-se no Tempo Comum e nas missas de férias (dias de semana);
Roxo: cor de penitência e de serenidade, usado no Advento e na Quaresma, pode também ser usado na confissão e nas missas dos defuntos;

Preto: Sinal de luto e tristeza é pouco usado na liturgia;
Rosa: Não é obrigatório o uso desta cor, podendo usar no 3° domingo do Advento (Gaudete) e no 4° domingo da Quaresma (Laetare);
Azul: Usa-se ou não na Solenidade da Imaculada Conceição; representa o manto azul de Nossa Senhora. Ainda não é usado por muitos padres.

LIVROS LITÚRGICOS
MISSAL - Livro usado pelo sacerdote na celebração eucarística.
LECIONÁRIO - Livro que contém as leituras para a celebração. São três:
-    I - Lecionário dominical - Contém as leituras dos domingos e de algumas solenidades e festas.
-    II - Lecionário semanal - Contém as leituras dos dias de semana. A primeira leitura e o salmo responsorial estão classificados por ano par e ímpar. O evangelho é sempre o mesmo para os dois anos.
-    III - Lecionário santoral - Contém as leituras para as celebrações dos santos. Nele também constam as leituras para uso na administração de sacramentos e para diversas circunstâncias.
EVANGELIÁRIO - É o livro que contém o texto do evangelho para as celebrações dominicais e para as grandes solenidades.






SÍMBOLOS
IHS - Iniciais das palavras latinas Iesus Hominum Salvator, que significam: Jesus Salvador dos homens. Empregam-se sempre em paramentos litúrgicos, em portas de sacrário e nas hóstias.
ALFA E ÔMEGA - Primeira e última letra do alfabeto grego. No Cristianismo aplicam-se a Cristo, princípio e fim de todas as coisas.
TRIÂNGULO - Com seus três ângulos iguais (equilátero), o triângulo simboliza a Santíssima Trindade. É um símbolo não muito conhecido pelo nosso povo.
INRI - São as iniciais das palavras latinas Iesus Nazarenus Rex Iudaerum, que querem dizer: Jesus Nazareno Rei dos Judeus, mandadas colocar por Pilatos na crucifixão de Jesus (Cf. Jo 19,19).
XP - Estas letras, do alfabeto grego, correspondem em português a C e R. Unidas, formam as iniciais da palavra CRISTÓS (Cristo). Esta significação simbólica é, porém, ignorada por muitos.


Símbolos litúrgicos ligados à natureza

A ÁGUA - A água simboliza a vida (remete-nos sobretudo ao nosso batismo, onde renascemos para uma vida nova). Pode simbolizar também a morte (enquanto por ela morremos para o pecado).
O FOGO - O fogo ora queima, ora aquece, ora brilha, ora purifica. Está presente na liturgia da Vigília Pascal do Sábado Santo e nas incensações, como as brasas nos turíbulos. O fogo pode multiplicar-se indefinidamente. Daí, sua forte expressão simbólica. É símbolo sobretudo da ação do Espírito Santo.
A LUZ - A luz brilha, em oposição às trevas, e mesmo no plano natural é necessária à vida, como a luz do sol. Ela mostra o caminho ao peregrino errante. A luz produz harmonia e projeta a paz. Como o fogo, pode multiplicar-se indefinidamente. Uma pequenina chama pode estender-se a um número infinito de

chamas e destruir, assim, a mais espessa nuvem de trevas. É o
 símbolo mais expressivo do Cristo Vivo, como no Círio Pascal. A luz e, pois, a expressão mais viva da ressurreição.
O PÃO E O VINHO - Símbolos do alimento humano. Trigo moído e uva espremida, sinais do sacrifício da natureza, em favor dos homens. Elementos tomados por Cristo para significarem o seu próprio sacrifício redentor.
O INCENSO - Como se falou no número 33, com sua especificidade aromática. Sua fumaça simboliza, pois, a oração dos santos, que sobe a Deus, ora como louvor, ora como súplica.
O ÓLEO - Temos na liturgia os óleos dos Catecúmenos, do Crisma e dos Enfermos, usados liturgicamente nos sacramentos do Batismo, da Crisma e da Unção dos Enfermos. Nos três sacramentos, trata-se do gesto litúrgico da unção. Aqui vemos que o objeto - no caso, o óleo - além de ele próprio ser um símbolo, faz nascer uma ação, isto é, o gesto simbólico de ungir. Tal também acontece com a água: ela supõe e cria o banho lustral, de purificação, como nos ritos do Batismo e do "lavabo" (abluções), e do "asperges", este em sentido duplo: na missa, como rito penitencial, e na Vigília do Sábado Santo, como memória pascal de nosso Batismo. A esses gestos litúrgicos e tantos outros, podemos chamar de "símbolos rituais". A unção com o óleo atravessa toda a história do Antigo Testamento, na consagração de reis, profetas e sacerdotes, e culmina no Novo Testamento, com a unção misteriosa de Cristo, o verdadeiro Ungido de Deus. A palavra Cristo significa, pois, ungido. No caso, o Ungido, por excelência.
AS CINZAS - As cinzas, principalmente na celebração da Quarta-Feira de Cinzas, são para nós sinal de penitência, de humildade e de reconhecimento de nossa natureza mortal. Mas estas mesmas cinzas estão intimamente ligadas ao Mistério Pascal.

Não nos esqueçamos de que elas são fruto das palmas do Domingo de Ramos do ano anterior, geralmente queimadas na Quaresma, para o rito quaresmal das cinzas.

Os Sacramentos

O catecismo diz que "sacramento é um sinal sensível, instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, para produzir a graça em nossas almas e santificá-las."
São eles:
 
Sacramentos    Situação da vida    Tipo    O que acontece      
Batismo    Nascemos para fé    Iniciação Cristã    Começamos a fazer parte da grande família que é a Igreja      
Confirmação    Crescemos como Cristãos    Iniciação Cristã    Assumimos com mais maturidade o compromisso na Igreja      
Eucarístia    Precisamos de alimentos para fé e a vida em comunidade    Iniciação Cristã    Recebemos o corpo de Cristo unidos a todos os irmãos      
Penitência    Erramos e nos arrependemos    Cura    Recebemos o perdão de Deus na comunidade      
Unção dos Enfermos    Somos atingidos pela doença    Cura    A graça de Deus e o caminho da Igreja ajudam o doente que sofre      
Ordem    Alguém sente vocação de serviço total a Deus e ao irmão    Serviço    O Cristão se torna sacerdote a serviço da comunidade      
Matrimônio    Homem e mulher se amam e querem se casar    Serviço    Os dois se comprometem a viver seu amor como cristãos de verdade     

Um pouco mais que o coroinha deve saber
ESPAÇO CELEBRATIVO
ALTAR - Mesa fixa, podendo também ser móvel, destinada à celebração eucarística. É o espaço mais importante da Igreja. Lugar onde se renova o sacrifício redentor de Cristo.
AMBÃO - Chama-se também Mesa da Palavra. É a estante de onde se proclama a palavra de Deus. Não deve ser confundida com a estante do comentador e do animador do canto. Esta não deve ter o mesmo destaque do ambão.
CREDÊNCIA - Pequena mesa onde se colocam os objetos litúrgicos, que serão utilizados na celebração. Geralmente, fica próxima do altar.
PRESBITÉRIO - espaço ao redor do altar, geralmente um pouco mais elevado, onde se realizam os principais ritos sagrados.
NAVE DA IGREJA - Espaço do templo reservado aos fiéis.
SACRÁRIO - Chama-se também Tabernáculo. É uma pequena urna onde são guardadas as partículas consagradas e o Santíssimo Sacramento. Recomenda-se que fique num lugar apropriado, com dignidade, geralmente numa capela lateral.
PÚLPITO - Lugar nas igrejas antigas de onde o presidente fazia a pregação. Hoje, praticamente não é mais usado.
BATISTÉRIO – lugar reservado para a celebração do batismo. Em substituição ao verdadeiro batistério, usa-se a pia batismal.
SACRISTIA – sala anexa à igreja onde se guardam as vestes dos ministros e os objetos destinados às celebrações; é também o lugar onde os ministros se paramentam.

POSIÇÕES CORPORAIS
Na liturgia toda a pessoa é chamada a participar. Assim, os gestos corporais são também vivamente litúrgicos. Assim, temos:
Estar em pé: é a posição do Cristo Ressuscitado, atitude de

quem está pronto para obedecer, pronto para partir. Demonstra prontidão para por em prática os ensinamentos de Jesus.
Estar sentado: é a posição de escuta, de diálogo, de quem medita e reflete. Na liturgia, esta posição cabe principalmente ao se ouvir as leituras (salvo a leitura do Evangelho), na hora da homilia e quando a pessoa está concentrada, meditando.
Estar ajoelhado: é a posição de quem se põe em oração profunda, confiante.
Fazer genuflexão: faz-se dobrando o joelho direito até o solo. Significa adoração, pelo que é reservado ao Santíssimo Sacramento, quer exposto, quer guardado no sacrário. Não fazem genuflexão nem inclinação profunda aqueles que transportam os objetos que se usam nas celebrações, por exemplo, a cruz, os castiçais, o livro dos evangelhos.
Prostrar-se: significa estender-se no chão; expressa profundo sentimento de indignidade, humildade, e também de súplica. Gesto previsto na Sexta-feira santa, no início da celebração da Paixão. Também os que vão ser ordenados diáconos e presbíteros se prostram.
Inclinar o corpo: é uma atitude intermediária entre estar de pé e ajoelhar-se. Sinal de reverência e de honra que se presta às pessoas ou às imagens. Faz-se inclinação diante da cruz, no início e no fim da celebração; ao receber a bênção; quando, durante o ato litúrgico, há necessidade de passar diante do tabernáculo; antes e depois da incensação, e todas as vezes em que vier expressamente indicada nos diversos livros litúrgicos.
Erguer as mãos: é um gesto de súplica ou de oferta do coração a Deus. Geralmente se usa durante a recitação do Pai-nosso e nos cantos de louvor.
Bater no peito: é expressão de dor e arrependimento dos pecados. Este gesto ocorre na oração Confesso a Deus todo poderoso...

Silêncio: atitude indispensável nas celebrações litúrgicas. Indica respeito, atenção, meditação, desejo de ouvir e aprofundar a palavra de Deus. Na celebração eucarística, se prevê um instante de silêncio no ato penitencial e após o convite à oração inicial, após uma leitura ou após a homilia. Depois da comunhão, todos são convidados a observar o silêncio sagrado.

ORAÇÃO DOS ACÓLITOS
E COROINHAS
 
 
 Óh Jesus adolescente, que vivias com o Pai
 celeste em profunda e filial sintonia,
 aceita nossa dedicação a serviço da liturgia.
Nosso desejo é tratar com respeito,
Sem preconceito, as pessoas da comunidade,
que contam com teu auxílio na difícil
caminhada; dá-nos um coração repleto de amor aos
pobres e simples deste mundo.
 Alimenta-nos com a tua palavra
e com os teus ensinamentos,
pois queremos te ajudar, ó Jesus,
a transformar a sociedade,
e assim celebrarmos dignamente,
com sinais, ritos e movimentos,
a salvação que ofereces hoje e sempre
em favor da humanidade.
 
Amém!





Os 10 mandamentos do coroinha

1. Participe das reuniões, missas e demais compromissos assumidos.
2. Seja pontual. Chegue a tempo para as reuniões e celebrações.
3. Seja asseado. Esteja sempre limpo, cabelos penteados, calçados e roupas bem arrumados.
4. Seja cuidadoso com as coisas da igreja e do altar. Trate os utensílios litúrgicos com respeito, como objetos destinados ao culto Divino.
5. Seja humilde e preste atenção ao que lhe for ensinado pelas pessoas encarregadas de sua formação.
6. Durante os atos litúrgicos, evite conversas, risos ou brincadeiras.
7. Seja educado com relação aos colegas e todas as pessoas da comunidade.
8. Cultive o gosto pela oração e leia um trecho da Bíblia  cada dia.
9. Dedique-se ao estudo da liturgia, a fim de celebrar cada vez melhor.
10. Observe o silencio na igreja e na sacristia. E mantenha a concentração, principalmente antes de começar algum ato litúrgico.

João Paulo II pede para que se dedique maior atenção aos coroinhas

Cidade do Vaticano, 7/4/2004-11h27min

João Paulo II pediu às comunidades paroquiais e aos sacerdotes que dediquem maior atenção aos coroinhas, meninos (as) e jovens que ajudam no serviço ao altar, pois constituem um "viveiro de vocações sacerdotais”.
O pontífice lança seu pedido na tradicional Carta que envia aos sacerdotes do mundo com motivo da Quinta-feira Santa, na qual presta particular atenção à oração e ao compromisso da Igreja para suscitar vocações à vida consagrada.
"Cuidai especialmente dos coroinhas, que são como um “viveiro” de vocações sacerdotais", explica o Papa na carta que escreve há 25 anos aos presbíteros do mundo nesta data, na qual se celebra os momentos em que Jesus instituiu a Eucaristia e o sacerdócio na última Ceia.
"O grupo de acólitos, bem acompanhado por vós no âmbito da comunidade paroquial, pode percorrer um válido caminho de crescimento cristão, formando quase uma espécie de pré-seminário", declara.
"Recorrendo à cooperação de famílias mais sensíveis e dos catequistas segui, com solícita atenção, o grupo dos acólitos para que, através do serviço do altar, cada um deles aprenda a amar cada vez mais o Senhor Jesus, reconheça-O realmente presente na Eucaristia e saboreie a beleza da liturgia", sugere o Santo Padre.
"Todas as iniciativas para os acólitos, organizadas a nível diocesano e por zonas


pastorais, devem ser promovidas e estimuladas, tendo sempre em conta as diversas faixas etárias", sublinha.
O Papa Karol Wojtyla se remete à sua experiência de arcebispo de Cracóvia, quando pôde apreciar, segundo revela, "quão proveitoso é dedicar-se à sua formação humana, espiritual e litúrgica".
"Quando crianças e adolescentes realizam o serviço do altar com alegria e entusiasmo, oferecem aos da sua idade um testemunho eloqüente da importância e da beleza da Eucaristia", declara.
"Graças à acentuada sensibilidade imaginativa, que caracteriza a sua idade, e com as explicações e o exemplo dos sacerdotes e dos colegas mais velhos, também os miúdos podem crescer na fé e apaixonar-se pelas realidades espirituais", assegura o Santo Padre.
"Nas regulares celebrações dominicais e feriais, os acólitos encontram-vos a vós, nas vossas mãos vêem “fazer-se” a Eucaristia, no vosso rosto lêem o reflexo do Mistério, no vosso coração intuem a chamada a um amor maior", diz o Papa em sua carta aos sacerdotes.
"Sede para eles pais, mestres e testemunhas de piedade eucarística e santidade de vida", conclui.Ao apresentar esta terça-feira à imprensa a Carta do Papa aos sacerdotes, o cardeal Darío Castrillón Hoyos, prefeito da Congregação para o Clero, disse que na promoção de vocações ao sacerdócio a atenção aos coroinhas é decisiva."Se as crianças e os jovens vêem no sacerdote a alegria de ser ministros de Cristo e depositários dos mistérios divinos, a generosidade para administrar os sacramentos, em particular a Reconciliação e a Eucaristia, então se perguntarão se não pode ser esta" "a opção mais cheia de felicidade para suas vidas", afirmou o purpurado colombiano.


















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6 comentário(s)

  • luis

    Dom 24 Fev 2013 21:54

    eu sou o unico acolito da minha igreja e estou a procuro de um coroinha e isso me ajudou muito mesmo a ensinar o novo coroinha que deixo em meu lugar antes de ir para o seminario

  • david mailto

    Sáb 16 Fev 2013 20:16

    eu sou coroinha da igreja so que tem uma cantora que so sabe gritar coma gente oq ue fazer

  • Stefany mailto

    Dom 02 Dez 2012 14:20

    eu hoje vou ser coroinha e não sei oque eu vou pegar oque eu devo pegar?

  • Debora

    Seg 30 Jul 2012 20:25

    Obg , sabado que vem vou participar da gincana dos coroinhas da CMV e isso me ajudou muito !

    valeu , mesm !

  • Antonio Carlos Coelho Vi mailto

    Qua 06 Jun 2012 13:54

    Como responsável pela primeira de meninas coronhas da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus,em Arraial do Cabo,em maio deste ano,2012,quero agradecer pela grande ajuda que recebi dos seus ensinamentos.A nossa Arquidiocese é a de Niterói.
    muito obrigado.Um abraço fraternal.

  • gabi

    Seg 23 Abr 2012 17:23

    isso é legal


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